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Você vive um relacionamento ou um jogo?

Há pessoas que estão em um relacionamento marcado por joguinhos de vaidade, silêncio, duplo vínculo, ambivalência de postura. Mas é possível virar esse perigoso jogo
Há relacionamentos que são um jogo sem fim, em que só você perde e se fere. Sim, porque quanto mais desalinhados estamos conosco, quando mais abdicamos do nosso valor, quanto mais não olhamos para aquilo que nos cabe, mais ficamos hipnotizados com relacionamentos sem reciprocidade e que não correspondem às nossas expectativas.
Nós nos tornamos reféns dessa jogatina. Jogos de vaidade, jogos de silêncio, jogos de duplo vínculo, ambivalência de postura – você nunca sabe o que esperar – e aí você vive num questionamento eterno. Vive tentando juntar frases, enigmas, faz “print”, acha que tudo é um recado para você. E acaba vivendo em função disso.
Você, com certeza, gostaria de um relacionamento saudável, sem joguinhos, limpo. Mas, então, por que é que você ainda aceita estas provocações, o que te faz dar tanta atenção a essa pessoa? O que te faz dar o melhor de ti para outra pessoa que não te dá o melhor que ela tem?
Você deve estar pensando que não tem culpa de amar essa pessoa. Eu concordo com você. Acredito que tem sentimentos que são despertados na gente, e simplesmente são. Sem motivos e sem porquês. O fato é que despertou.
O que outro desperta em você?
Vou te contar uma coisa, que talvez você não tenha pensado: você não pode controlar o sentimento que suja, mas você pode decidir entre alimentar esse sentimento ou deixá-lo morrendo de fome. É uma briga árdua entre razão e coração. Mas tente se ajudar um pouco. Perceba o quanto está frequente essa insatisfação e o quanto ilusórias podem ser as migalhas que o outro lhe oferece.
Sabe quando você consegue deflagrar essa situação? Quando você olha o todo. Comece a ponderar desde quando você está nesta situação e qual é o ciclo do comportamento desta pessoa. Aí você pode decidir se você quer ou não. Se esse relacionamento faz sentido para você ou não.
Infelizmente existem pessoas empenhadas em colecionar conquistas, muitas vezes, para se sentirem potentes sobre você. Não conseguem amar em reciprocidade.
Você precisa gravar algo muito importante na sua cabeça: você tem todo o direito de amar quem você ama, só você sabe o sentimento que está aí dentro e como ele é grande. É nobre sentir o amor – e senti-lo nunca será um erro. Mas lembre-se: continue amando quem for, porque eu ainda não conheço nenhuma tática para desamar. Mas você pode incluir, um amor imenso por si mesmo(a).
Ame-se o bastante para se preservar, ao ponto de poder dizer: se é isso que você me oferece, eu agradeço, mas recuso. Vire o jogo!

Fonte: Aleteia