“Redescobrir a alegria de sermos irmãos e irmãs na Igreja”, diz Papa no Angelus

“Redescobrir a alegria de sermos irmãos e irmãs na Igreja”, diz Papa no Angelus

“Redescobrir a alegria de sermos irmãos e irmãs na Igreja”, diz Papa no Angelus

No Angelus, Francisco lembrou o amor de Jesus por sua Igreja e convida fiéis a cuidar e amar a Igreja como Cristo

Após a celebração da Missa da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, neste sábado, 29, o Papa Francisco dirigiu-se à Residência apostólica, e da janela rezou a oração do Angelus com os numerosos peregrinos e fiéis presentes na Praça São Pedro, no Vaticano.

Em sua alocução mariana, o Papa voltou a falar sobre a figura dos Santos Pedro e Paulo, representados nos ícones sagrados como aqueles que sustentam o edifício da Igreja, que recordam as palavras do Evangelho de hoje, no qual Jesus diz a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.

E Francisco explicou: “É a primeira vez que Jesus pronuncia a palavra Igreja. Porém, gostaria de convidar-lhes a meditar, de modo particular, não tanto no substantivo, mas no adjetivo da palavra “minha Igreja”. Jesus não fala da Igreja como uma realidade exterior, mas expressa seu grande amor por ela. Ele é apaixonado pela Igreja, por nós; ele ama a sua Igreja como sua esposa”.

Para Jesus, disse o Papa, nós não somos um grupo de fiéis ou uma organização religiosa, somos a sua esposa. Ele olha com ternura a sua Igreja, a ama com fidelidade absoluta, apesar das nossas faltas e traições.

Cuidar da Igreja
Como outrora disse a Pedro, hoje também diz a nós a “minha Igreja”. E acrescentou: “Também nós podemos repetir “minha Igreja”. Não o devemos dizer, porém, com um sentido de pertença exclusiva, mas com amor inclusivo. Não para sermos diferentes dos outros, mas para sentirmos a beleza de estar com os outros, porque o Senhor quer que estejamos unidos e abertos aos outros. A Igreja é minha. Por isso, devemos cuidar dela, sustentá-la com amor fraterno como os dois Apóstolos no ícone”.

Em outro ícone, recordou ainda Francisco, os Santos Pedro e Paulo são representados como abraçados, apesar da sua diversidade: um era pescador e o outro fariseu, com muitas experiências de vida, caráter, modo de ser e sensibilidade diferentes. Por isso, entre eles não faltaram opiniões contrastantes e debates sinceros. Mas, o que mais os unia era infinitamente maior: Jesus, Senhor de ambos. E o Papa ponderou:

“Irmãos na fé, eles nos convidam a redescobrir a alegria de sermos irmãos e irmãs na Igreja. Nesta festa, que une dois Apóstolos tão diferentes, devemos aprender a apreciar a diversidade, as qualidades dos outros; reconhecer seus dons, sem maldade ou inveja. Quanto é belo saber que compartilhamos da mesma fé, do mesmo amor, da mesma esperança e do mesmo Senhor”.

Amar a Igreja
O Santo Padre concluiu a sua alocução mariana, na Solenidade de São Pedro e São Paulo, recordando as palavras conclusivas do Evangelho de hoje, no qual Jesus diz a Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas”. Ele nos chama “minhas ovelhas” com a mesma ternura com a qual dizia a “minha Igreja”. Eis o carinho que edifica a Igreja.

Por isso, o Papa exortou os fiéis a pedir, hoje, “a graça de amar a nossa Igreja, de ser irmãos e irmãs e de ter um coração que saiba acolher a todos, com o mesmo amor de Jesus por nós”.

Saudações
Antes de se despedir dos fiéis e peregrinos, presentes na Praça São Pedro, Francisco fez uma saudação, de modo particular, aos romanos para que reajam com senso cívico aos sinais de degradação moral e material que, infelizmente, existem na Cidade Eterna.

A seguir, expressou sua gratidão à Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, que todos os anos participa da solenidade de São Pedro, em Roma, por meio da qual envia sua saudação cordial e fraterna à Sua Santidade Bartolomeu I.

Por fim, Francisco recordou e agradeceu com afeto os Arcebispos Metropolitanos, que receberam hoje os Pálios abençoados, entre os quais três provenientes do Brasil: Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória (ES), Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Montes Claros (MG) e Dom João Inácio Müller, arcebispo de Campinas (SP).

Fonte: Canção Nova