III DOMINGO DO TEMPO COMUM  
(verde, glória ,creio, III semana do saltério)

Antífona da entrada

- Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo  (Sl 95, 1.6).

Oração do dia

- Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Is 8,23-9,3

- Livro do profeta Isaías: 23bNo tempo passado o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali; mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galileia das nações. 9,1O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. 2Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo — a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais — tu os abateste como na jornada de Madiã.

- Palavra do Senhor. 
- Graças a Deus. 

Salmo Responsorial: Sl 27,1.4.13-14 R: 1a.1c 

- O Senhor é minha luz e salvação./ O Senhor é a proteção da minha vida.
R: O Senhor é minha luz e salvação./ O Senhor é a proteção da minha vida.
- O Senhor é minha luz e salvação;/ de quem eu terei medo?/ O Senhor é a proteção da minha vida;/ perante quem eu tremerei? 
R: O Senhor é minha luz e salvação./ O Senhor é a proteção da minha vida.
- Ao Senhor eu peço apenas uma coisa,/ e é só isto que eu desejo:/ habitar no santuário do Senhor/ por toda a minha vida;/ saborear a suavidade do Senhor/ e contemplá-lo no seu templo.
R: O Senhor é minha luz e salvação./ O Senhor é a proteção da minha vida.
- Sei que a bondade do Senhor hei de ver/ na terra dos viventes./ Espera no Senhor e tem coragem,/ espera no Senhor!
R: O Senhor é minha luz e salvação./ O Senhor é a proteção da minha vida.

2ª Leitura: 1 Cor 1,10-13.17

- Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 10Irmãos, eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar. 11Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós. 12Digo isto, porque cada um de vós afirma: “Eu sou de Paulo”; ou: “Eu sou de Apolo”; ou: “Eu sou de Cefas”; ou: “Eu sou de Cristo”! 13Será que Cristo está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós? Ou é no nome de Paulo que fostes batizados? 17De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria.

- Palavra do Senhor. 
- Graças a Deus. 

Aclamação ao Santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.

 - Pois do reino a boa-nova Jesus Cristo anunciava, e as dores do seu povo, com poder, Jesus curava (Mt 4,23).

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 4,12-23

- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  †  segundo Mateus
- Glória a vós, Senhor!

- 12Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. 18Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles imediatamente deixando a barca e o pai o seguiram. 21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou. 22Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.

- Palavra da salvação.
- Glória a vós, Senhor!

Liturgia comentada

Deixando a barca e o pai... (Mt 4, 12-23)

Deixar a barca... Deixar o instrumento que permite a ação, o trabalho, a profissão. Isto significa abrir mão do próprio ganha-pão, das obras que inflam nosso orgulho e nos dão a ilusão de independência.

Na barca, os pescadores parecem mais fortes, pois enfrentam o mar revolto e desafiam os ventos impetuosos. Saem aventurosos e voltam com o fruto de seu trabalho. Mas é preciso deixar a barca...

Deixar o pai... Deixar aquele que foi o gerador da sua vida, o transmissor da tradição, o formador do caráter. Abrir mão do próprio modelo de pessoa, abandonar aquele que lhe deu o nome: Shimon bar Jonas. Simão, filho de Jonas.

Quem tem pai, tem honra, tem nome, tem tradições. O pai é uma âncora do passado que dá firmeza ao presente e segurança ao futuro. A falta da presença paterna costuma deixar profundas cicatrizes no coração humano. Mas é preciso deixar o pai...

Ora, Jesus Cristo nos quer livres. Ele sabe muito bem de nossos múltiplos apegos. E sabe que o amadurecimento de nossa pessoa depende de romper os laços que nos mantêm ainda um tanto infantis, dependentes e – com perdão da palavra – escravos...

Jesus sabe muito bem que os futuros apóstolos deverão exercer um autêntico ministério de paternidade. Os fiéis serão seus filhos. Os fiéis não querem apenas simpáticos companheiros de caminhada, mas pais firmes e maduros, capazes de ensinar e formar, corrigir e – se necessário – punir.

Para seguir a Jesus é preciso romper com os laços que nos prendem e abrir mão dos fardos que nos tiram a mobilidade. O Reino é exigente. A missão não se assume pela metade. A pérola preciosa não divide o espaço da concha.

Um dia, alguém pedirá a Jesus para esperar a morte do pai e, só depois, seguir o Mestre que o chamava. E o Mestre respondeu: “Deixa que os mortos enterrem seus mortos” (cf. Mt 8, 22). A missão não pode esperar.

Quando Elias passou para Eliseu seu espírito de profecia, este queimou a madeira de seu arado e fez com a junta de bois um churrasco de despedida (cf. 1Rs 19, 19ss). A missão não pode esperar.

E nós? Que estamos esperando?

Orai sem cessar: “O Senhor me chamou desde o ventre de minha Mãe.” (Is 49, 1)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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